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QUARTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2015

Maringaenses nos 21k [Noronha]




No último dia 12 de dezembro, a ilha de Fernando de Noronha recebeu corredores de todas as partes do Brasil e do mundo para uma corrida. Uma meia maratona, os 21k [Noronha]. Uma prova com a organização da Asics, que assim como em seu circuito de meias, tem se mostrado uma das melhores organizações do Brasil. Mas diferente do circuito Golden Four que visa proporcionar quebra de recorde pessoal aos participantes, Noronha é uma prova do tipo "aventura".

E onde tem uma corrida, onde tem aventura, tem sempre um maringaense disposto a encarar e muitas vezes até roubar a cena. Em Noronha não foi diferente e quem nos conta os detalhes são elas, assim abrimos aspas as nossas conterrâneas aventureiras.

Eu decidi que iria correr em Fernando de Noronha no dia 12 de dezembro quando abri a página do evento e vi o percurso. Isso ainda no mês de abril. Na imagem do percurso, que disponibilizaram no site, vi que atravessaríamos a ilha de Noronha, o que significava descer e subir trilhas e passar por vários trechos na areia. Como me criei em Floripa, sinto que o mar é um velho amigo e é sempre bom revê-lo.


Fabíola Cordovil - Amplie
Fabíola Cordovil
Eram apenas 500 inscrições para os 8k e os 21k. Já em abril a minha inscrição foi a 157. A de outra amiga, a Cleudenice Padovezzi, que fez algumas semanas depois, já foi a inscrição 458. Ou seja, prova disputada já nas inscrições.

Eu, Júlia, Cleudenice e outro amigo de Maringá, o Júnior, compramos logo as passagens, reservamos o hotel e, claro, já tínhamos feito as inscrições. Afinal, tudo na Ilha é restrito e tem um controle rigoroso do número de visitantes. Tudo isso para que a natureza seja preservada como está.

Chegamos uns dias antes, aproveitamos as praias, alugamos um buggy, fizemos mergulhos etc. Tudo isso é imperdível, além da gastronomia dos deuses.

A retirada dos kits já foi um show. Percebemos que a corrida seria muito bem organizada. O kit era top! Duas camisetas lindas da Asics, a patrocinadora do evento, toalha, boné, viseira, squeeze e...uma canga!! Uma canga azul linda que tinha tudo a ver com o lugar da prova e serviria, entre outras coisas, para assistirmos o show do encerramento sentados na grama.

No dia da prova, acordamos cedo para largarmos às 07h30. Chegamos uma hora antes e tiramos fotos com o Tande e com o meu ídolo, o Vanderlei Cordeiro de Lima, que encontramos várias outras vezes e eu tive o privilégio de sentar ao seu lado no vôo de volta para Maringá.

Mesmo às 07h30, o sol estava forte e o calor cada vez mais intenso. Foram aproximadamente 7km de asfalto para começarmos as trilhas. A partir daí a prova passou a ser muito difícil, com muitas subidas e descidas, terreno irregular, com muitas pedras, mas com belíssimos mirantes para o mar e de visuais incríveis do morro do Pico e do Dois Irmãos, entre outros. Os trechos à beira do mar foram os meus preferidos. Apesar da dificuldade de correr na areia fofa, eu me senti no paraíso! Nunca havia corrido tão perto do mar e a sensação que posso te descrever é a de liberdade. E não tem nada mais incentivador do que a força das ondas quebrando bem perto de você, não tem música mais agradável do que o som que o mar produz e nem ar mais puro para revigorar os seus pulmões. O que senti é indescritível. A palavra que mais se aproxima é de uma incrível sensação de liberdade e de gratidão por estar ali naquele momento.

Eu chegava tão animada perto dos fotógrafos que, numa ocasião, uma pessoa que estava por perto de um deles falou: "esta moça nem parece que está cansada!". E foi assim que me senti.

No percurso, havia vários pontos de hidratação, com isotônico à vontade. Como a GU também patrocinou o evento, tínhamos o carbo de gelatina o que facilitou a ingestão, pois poderíamos levar e comer aos poucos ao longo da prova. Adiante, além da água e isotônico, havia uvas passas pra dar outro up na galera.

As subidas eram extremamente difíceis. Caminhos muito íngremes e foram os trechos em que me vi obrigada a caminhar ou trotar bem lentamente. Mas, invariavelmente, no fim deles, havia um visual de tirar o fôlego literalmente (rsrs) o que confirmava o quanto tinha valido a pena o esforço.

A prova passou rápido. E o último quilômetro foi no asfalto morro abaixo e fomos recebidos com um refrescante jato d´água do Corpo de Bombeiros. Confesso que lamentei que a prova houvesse terminado.

Apesar do sol e do calor que habitualmente dificultam o meu desempenho, fiquei feliz em ter feito o percurso dos 21k em 2h25m50s. Tenho dito aos amigos que a prova passou tão rápido e que muitas vezes me sentia passeando.

Esperamos todos os quatro amigos de Maringá e fizemos tanta festa que a repórter do Eu Atleta veio fazer uma entrevista conosco.

E como falei para a repórter do Eu Atleta, a prova foi incrível, a prova mais linda que eu já corri. Embora com todas as dificuldades, a prova leve porque foi um prazer visitar aqueles visuais, correr ao lado, mas bem do lado mesmo, do mar, pelo qual sou encantada.

Fabíola Cordovil



Sou do tipo "maraturista", viajar e correr. Correr no ritmo que eu chegue "inteira", sem lesão, curtir ao máximo a paisagem e interagir com as pessoas durante a corrida.

Conhecer a ilha de Fernando de Noronha sempre foi um sonho mas muitas vezes adiado. É a passagem aérea nacional mais cara que existe e que eu ia preterindo ao ver as promoções de passagens internacional (saía mais barato ir pra Meia de Amsterdan, Ushuaia do que ir pra Noronha). Mas enfim, coincidiu de pegar uma promoção do aéreo e ler tantos elogios sobre a organização da 21K de Noronha.


Júlia Nakagawa - Amplie
Júlia Nakagawa
Valeu a pena esperar, treinar nas subidas e descidas. Os 6 dias na ilha foram intensos pois aliamos atividades como mergulho batismo, flutuação, passeios de bug, contemplamos todos os "pôres do sol", comemos do bom e do melhor (Noronha me surpreendeu com bons bares e restaurantes, esperava algo mais primitivo)! A vibe da ilha era demais, muitos atletas nos passeios e restaurantes, nossos ídolos estavam lá correndo (Tande do vôlei, Vanderlei Cordeiro) ou passeando (Grazi Mazafera e Giovanni do vôlei).

Mas vamos ao que interessa. A prova foi no sábado 12/dez, bem técnica e pesada, não é corrida para bater recordes. Bem organizada, água, frutas cristalizadas e carbo em gominha da Gu a cada 2-3km (foram 9 pontos de hidratação), um kit bacana que valeram os 600 reais da inscrição.

Os primeiros 3 km foi no asfalto sendo os primeiros 800m num subidão. A partir do Km7 a corrida mostrou porque é tecnica: estrada de terra até a Praia do Leão, uma das mais belas e no mirante recebemos a 1ª pulseira de comprovação de passagem (a 2ª foi na Ponta das Caracas). A compensação é que quanto mais sacrificante (areia fofa, pedras irregulares, cascalho, poeira, subida em paralelepípedo) mais paisagens bonitas a gente apreciava: praias do Sancho, Cacimba do Padre, Sueste, Quixabinha. E como sou "maraturista", não me poupei em parar pra fotografar e filmar. Quando atingi os 2/3 da prova e que normalmente vem aquela sensação de que vai dar (afinal é o equivalente a + 2 voltas no Pq do Ingá) é que me surpreendi com os desafios do percurso, pois esse último trecho teve mais areia, ladeiras no Centro Histórico e no km 19 a subida mais íngreme da prova. A chegada foi no asfalto, 800 m de descida e com o caminhão dos Bombeiros esguichando jato de água. Pode ser que haja outra "Corrida mais linda do mundo" como se entitula, mas prá mim essa foi a mais linda que eu já corri, tanto que bati meu recorde de lerdeza (3h19m mas isso não precisa contar pra ninguém, hehe).

A programação social da corrida foi bem bacana, no Museu do Tubarão, à beira de um penhasco. Entrega do Kit, premiação com banda e DJ, comidinhas como vaca atolada, caldo de peixe, o povo deitado na grama...

No domingo mais festa! Encerramento num lounge no alto entre duas praias: a da Conceição onde tem o famoso Morro do Pico e da praia do Meio.

Júlia Nakagawa


É isso pessoal, esperamos que as histórias compartilhadas aqui possam inspirar aqueles que gostariam de fazer uma corrida como essa. Viajamos com Júlia e Fabíola e conhecemos os detalhes da prova que acontece no paraíso de Noronha, um lugar tão lindo e tão bem cuidado, que as vezes nem acreditamos que é no Brasil.

Finalizamos esta postagem com a imagem dos maringaenses presentes nos 21k de Noronha. Parabenizamos a todos pela viagem fantástica que fizeram e pela participação na "mais linda do mundo".


Maringaenses nos 21k de Noronha - Foto: Arquivo Pessoal
Maringaenses nos 21k de Noronha - Foto: Arquivo Pessoal




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