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SEXTA-FEIRA, 20 DE FEVEREIRO DE 2015

Giulietta e Romeo Half Marathon



Nos últimos anos temos acompanhado o crescimento das corridas de rua, a reboque tem surgido algo muito bacana, o turismo esportivo. Com ele, pessoas buscam novos desafios na corrida e rumam as grandes distâncias (21k, 42k), o mais legal, buscam equilíbrio nutricional, acompanhamento físico profissional e seguem rotinas de treinos, a partir daí num caminho sem volta serão definitivamente corredores.

Os roteiros são os mais diversos possíveis, recentemente mostramos a animação da Disney, hoje vamos mostrar o lado histórico e romântico da Europa, mas quem vai nos contar são as maringaenses que viveram toda esta experiência e dividem aqui conosco.

Mesmo com uma rotina estressante, percalços da vida e trabalhos fora de hora decorrentes da profissão, Andréa Tragueta seguiu seu cronograma de treinos e finalizou a sonhada meia maratona.


Maringaenses na romântica meia maratona europeia
Maringaenses na romântica meia maratona europeia


"Comecei a correr meio que por acaso. E não foi por modismo, já que naquele ano todo mundo estava começando a correr. No meu caso foi para me superar, me desafiar, já que de todos os esportes a corrida era o único que eu não tinha praticado. Os cinco primeiros quilômetros aconteceram 20 dias depois de calçar o tênis apropriado para corrida e encarar a pista. Fiquei uma semana dolorida. Continuei com as corridas de fim de semana e treinos durante a semana, mas ainda sem me considerar uma corredora, daquelas viciadas que amam o esporte. Três meses depois encarei os primeiros 10 quilômetros em Curitiba, mas nem passava pela minha cabeça correr 21km. Na verdade, nunca quis.
Andréa Tragueta - Amplie
Andréa Tragueta


Até que numa quinta-feira, daquelas bem normais, uma amiga fala: "vamos correr a meia maratona de Verona!" E eu respondo: "sim". Daquele dia até o embarque foram meses de preparativos para a viagem e para a corrida. Os treinos foram reforçados, porque até então minha distância máxima tinha sido 10 km. E também tinha meu trabalho, que é intenso, e a dor de perder meu gato de estimação, o que me abalou muito, mas mantive o foco. Verona era meu único objetivo.

Fiquei imaginando o sonho que seria correr na histórica e linda cidade que eu só conhecia por fotos. Mas nunca parei para pensar que a corrida aconteceria no auge do frio europeu. E confesso: foi bem difícil percorrer os 21km com aquele vento congelante batendo no rosto.

E hoje, depois de vencido o percurso e cumprido o desafio, qualquer palavra sobre a emoção de completar a meia maratona pode ser clichê. A vontade é rir, chorar e, principalmente, agradecer. A Deus, a vida. Aos amigos, o apoio. Aos colegas de treino, o incentivo. Ao treinador, que nunca desistiu de mim.

A corrida foi linda. O cenário, mais lindo ainda. O frio e o cansaço foram fortes. Depois dos 15 quilômetros minhas pernas pesaram, mas o momento em que entrei na Arena de Verona e cruzei a linha de chegada ficará marcado para sempre na minha memória. Chorei de emoção durante o percurso e também quando cheguei.

Correr é isso: gratidão, superação, alegria e liberdade. A cada passo."

Andréa Tragueta


Patrícia Bastos nos conta que um dia completar a prova Tiradentes (10k) era algo surreal, hoje, depois dos 21k cultural pelas ruas de Verona já pensa na "Mãe" de todas as provas, a maratona.

"Finalizar uma meia maratona é uma conquista fantástica para qualquer apaixonado por corrida, mas correr 21 km tendo como cenário as belezas históricas da Itália é uma experiência fascinante e gratificante. Algo que, para mim, até há pouco tempo parecia inatingível.
Patrícia Bastos - Amplie
Patrícia Bastos


Minha vida de "atleta ocasional" começou há mais ou menos 13 anos, quando eu percorria os bosques da cidade, ora intensamente, ora esporadicamente, sozinha ou com amigos. Com a vida um tanto agitada, meus compromissos sociais, de trabalho ou estudos sempre foram usados como motivos para não treinar com a frequência necessária, o que me impedia de ter melhor desempenho. Neste período minha meta era a prova de revezamento, pois a Tiradentes era considerada algo surreal.

Minha primeira prova de 5 km me trouxe a sensação de que os 10 km já não estavam no plano do inatingível. A meta passou a ser a tão sonhada Prova Rústica Tiradentes. Porém, nesse período me senti desmotivada e boicotava os treinos. Por fim, desisti da corrida por pelo menos cinco anos.

Eis que algo aconteceu em minha vida e era um caminho sem volta. Fui picada pelo "bichinho da corrida", que deixou em mim a vontade de sentir o vento batendo no rosto, de vencer cada metro e desfrutar do bem-estar que habita nosso corpo após cada corrida. Decidi então procurar um profissional para me orientar, com planejamento e apoio necessário, a atingir minhas metas. Comecei a correr em grupo, com pessoas com os mesmos objetivos. Com o tempo tive o prazer de conhecer muitas delas, que se tornaram grandes amigos e parceiros de provas e viagens. Em grupo recebo o incentivo que preciso para seguir buscando melhorar a cada dia, superando as dificuldades que vão surgindo e voando cada vez mais alto.

A viagem para Verona me trouxe muita experiência de vida. Aprendi mais sobre o esporte e sobre a cultura do país, e o mais fantástico foi constatar que é possível percorrer os tão sonhados 21 km.

E que venham os 42 km! Afinal, quem foi "picado" pelo mosquitinho ganha asas nos pés."

Patrícia Bastos


É isso aí pessoal, neste nosso universo corrida sempre temos a opção de unir o útil ao agradável, procurar nos motivar e seguir firme nossa rotina de treinos e qualidade de vida, lembramos sempre que antes de calçar os tênis e sair por ai correndo, procure um médico e faça todas as avaliações, e claro, procure sempre a orientação de um profissional habilitado e cuidadoso, a saúde é o seu bem mais precioso.




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