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SEGUNDA-FEIRA, 14 DE NOVEMBRO DE 2016

Minha Primeira Meia Maratona




Quem me conhece sabe que acredito que desafios nos movem. Eles nos desafiam a provar que podemos ser melhores a cada dia. Foi pensando assim que me submeti a encarar mais um. Não pensei duas vezes quando á três meses atrás minha irmã (Isabela Zara) irmã essa que a vida me deu de presente depois de grande rsrs, me chamou para participar de como ela diz: uma loucura.


Suelen e Zara - Foto: Sandro Cabral - Amplie
Suelen e Zara
Aceitei de cara sem pensar, mesmo sabendo que não tinha treino suficiente, mas tinha vontade e desejo de sobra. Conversei com alguns amigos, que disseram sim, que era possível, bastava eu acreditar e treinar. Pra quem não sabe inicie no mundo das corridas á exatos 3 anos, em uma prova de 5km, que por sinal foi sofrida, na cidade de Iguatemi, depois daquela manhã quente, vi que algo tinha mudado, a corrida faria parte da minha vida, a corrida mudaria a minha vida.

E assim foi, de lá pra cá tive a oportunidade de participar de várias provas, em vários lugares diferentes, conheci pessoas incríveis e aprendi muito. Tive momentos de dor e de glória. Agradeço por cada km percorrido, vivi e vivo intensamente cada um deles. Quando eu olho para trás fico muito feliz, pois além de qualidade de vida me tornei uma incentivadora de pessoas, fico radiante quando consigo levar alguém pra correr. A corrida é transformadora, muda ás pessoas sem que elas percebam.

Voltando a loucura de me preparar em menos de 3 meses, eu acreditei que era possível e não tinha preocupação com o tempo. Meu desejo era concluir e assim dei início aos treinos. Dia após dia a ansiedade foi ficando maior, quando fiz meio primeiro longão de 16km senti uma alegria e satisfação que não cabia em mim, fazia já um tempo que não me submetia a isso, por conta de uma lesão fiquei um tempo sem correr, porém jamais parada, sempre estava fazendo outras coisas, sempre em movimento.

Só me inscrevi para a prova depois de um longão de 18 km, sai da Racanello e fui parar na Nildo. Durante todo percurso até chegar novamente a Racanello pensei que era totalmente possível concluir uma meia maratona, cheguei no meu trabalho no outro dia e fiz minha inscrição.

Na semana da prova estava muito ansiosa, por mais que não quisesse o pensamento era só a prova, difícil conseguir se concentrar as outras atividades, a loucura do dia a dia me ajudou a passar por eles e a tão esperada véspera chegou. Cuidei da alimentação na semana e principalmente no dia anterior. Me hidratei e curti a ansiedade e deixei as emoções virem a tona. E elas vieram, como um vulcão em erupção. Eu não conseguia controlar, me peguei chorando várias vezes, só quem se submete a isso sabe oque estou falando.


Minha Primeira Meia Maratona - Amplie
Minha Primeira Meia Maratona
Bem, pra variar, na noite que antecedia a prova o sono sumiu e a ansiedade já não cabia no peito. Acordei às 3:30 da manha, me arrumei, olhei no espelho e pensei comigo, vou lá buscar minha medalha de Meia Maratonista. No caminho para Londrina, com minha irmã Zara e meu cunhado Ph, mantive por muitas vezes o silêncio, precisava me manter calma. Quando cheguei na prova, me surpreendi, estava em paz comigo, sabia que conseguiria.

Nesse momento era só agradecer e curtir cada segundo. As palavras de apoio nessa hora são de extrema importância e algumas delas mexem com a gente, comigo não foi diferente, ao ouvir algumas, chorei. Chorei antes mesmo da largada, sou mesmo uma manteiga derretida, vivo com as emoções a flor da pele. A largada foi dada e saímos, eu ao lado da irmã que me desejou boa prova. Com calma fui controlando as passadas e a respiração, segui fielmente todas as orientações que me deram, o percurso foi desafiador, sabia que seria, já tinha corrido uma vez em Londrina, as subidas são generosas, agradeci aos meus treinos de bike, aja perna.

Curti o percurso, no ouvido uma playlist sensacional, que me deixou ligada o tempo todo. Ah, fiz pose sim para as fotos, amo os registros posteriores a corrida. parabenizo os fotógrafos pelo dom se captar as emoções com suas lentes. Nem tudo são flores no caminho e para minha surpresa no km 16 comecei a sentir um leve desconforto na panturrilha, andei por uns metros, alonguei e voltei a correr.


Emoção nos metros Finais - Foto: Sandro Cabral - Amplie
Emoção nos metros Finais - Amplie
Nosso corpo é uma máquina incrível. Mas nossa cabeça é um fenômeno, fenômeno esse que temos que controlar, tudo oque mandamos de informação ela processa, se você acreditar que é possível, será, agora se desanimar diante da dificuldade morrerá na praia. Eu naquele momento só dizia a mim mesma que estava acabando, faltava só 5 km, era só uma Paraná Running, assim eu segui, desse momento em diante a emoção foi aumentando, já era difícil controlar as lágrimas que insistiam em cair. Em meados do km 19 a câimbra voltou e me fez pensar que chegaria caminhando, era forte, eu novamente caminhei e falava comigo mesmo, vai passar, relaxei, soltei as pernas, alonguei novamente e fui.

Faltava menos de 2 km, o sonho estava perto de se realizar, quando fiz a penúltima curta, avistei a chegada, quase impossível descrever o que senti, passou um filme na cabeça. Acelerei, queria sentir a emoção de cruzar a linha de chegada e me tornar meia maratonista.

Metros antes de passar pelo portal o choro veio abaixo, lágrimas de felicidade e superação. Indescritível, deixei todas as emoções saírem e curti o momento. Agora, ainda escrevendo esse depoimento me emociono, assim ainda vai ser por uns dias, talvez pra sempre, o momento foi único e inesquecível. Agradeço aos amigos que estavam na chegada, agradeço ao carinho e apoio de cada um. Agradeço a minha família, que me acha Maluca, mas me apoia em tudo. Agradeço principalmente a Deus, que me dá forças diariamente e muda minha vida constantemente.

Deixo uma mensagem: Acredite em você, no seu potencial, jamais desista, um sonho só será realizado se você lutar por ele. Corra, pois assim como aconteceu comigo, a corrida pode transformar sua vida.


Suelen Servilheri e a Medalha dos 21k de Londrina - Foto: Sandro Cabral
Suelen Servilheri e a Medalha dos 21k de Londrina - Foto: Sandro Cabral
Suelen Servilheri
Corredora amadora, apaixona por corrida e descobrindo amor pela Bike.







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